O que você não sabia que pode mudar sua vida.

Durum
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⭐⭐⭐⭐⭐
Efsane Üye
Katılım
13 Mar 2018
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3,199
Çözümler
6
Tepki puanı
830
Ödüller
13
8 HİZMET YILI
Olá, Bubian2 aqui. :)
Hoje lhes trago uma dúvida genuína, que pode fazer uma diferença significativa no seu modo de viver.
A pergunta estará no final do post!

Sistema de Recompensa Cerebral ou Sistema Límbico / O Centro das Emoções.

Modulado pela experiência, o sentimento de prazer é decisivo para a nossa sobrevivência e, consequentemente, para a sobrevivência da nossa espécie. Mas também, está estreitamente relacionado com comportamentos compulsivos.

O Sistema de Recompensa Cerebral foi descoberto por James Olds e Peter Milner nos anos 50. Seus experimentos consistiam em implantar eletrodos em diferentes regiões do cérebro de ratos e ativá-los com eletricidade. Os cientistas perceberam que os animais pareciam gostar de determinados estímulos. Mudando um pouco os procedimentos, deixaram que os próprios animais acionassem a corrente por meio de uma alavanca. Com isso, mapearam as áreas do cérebro que se mostravam mais prazerosa. Com os eletrodos nos pontos certos, os ratos passavam o dia se autoestimulando. Desistiam do sexo e até da comida. Em uma palavra, estavam viciados.

Molécula do Prazer

As zonas do cérebro então identificadas como centros de recompensa foram o sistema límbico e o núcleo accumbens, cujos neurônios têm numerosos receptores para o neurotransmissor dopamina, a "molécula do prazer". O sentimento de prazer é uma das principais forças que nos faz agir. Sem ele, não teríamos motivação nem para levantar da cama todos os dias. A anedonia, que é a perda da capacidade de sentir prazer, é um sintoma compartilhado por vários transtornos mentais. O prazer age primordialmente por vias emocionais, bem mais eficientes e rápidas do que as racionais. Hamlet pode ficar imobilizado pela sua dúvida existencial, mas quem se depara com um leão sai correndo sem pensar ou questionar se é um onívoro ou vivíparo. O que vale aí é preservar os seus genes para as gerações futuras. Algumas pesquisas fazem uma distinção entre prazeres fundamentais (sensórios, sexuais e sociais) e os de ordem superior (monetário, artístico e transcendental). A princípio partilharíamos os primeiros com outros animais. Os últimos seriam exclusividade humana.

Papel essencial do Prazer

O caráter adaptativo do prazer é apenas o começo da história. Alguns estudiosos apontam para o papel essencial do prazer no desenvolvimento e na maturação do cérebro. O projeto Genoma Humano identificou algo como 25 mil genes. Um cérebro de Homo Sapiens tem cerca de 100 bilhões de neurônios; cada um se conecta a milhares de outros, perfazendo um total de 1015 conexões nervosas. Essa desproporção sugere que a informação genética é insuficiente para especificar o lugar de cada neurônio no cérebro, bem como os pontos de ligação com outras células nervosas. Os genes trazem regras muito gerais de desenvolvimento e migração neuronal, que vão sendo ajustadas ao longo do processo. A sintonia fina cerebral se faz pela criação de numerosas ligações entre os neurônios (sinaptogênese), seguida pela eliminação das conexões que não foram utilizadas (poda). “Numerosas” aqui significa que entre a metade final da gestação e os dois primeiros anos de vida, o cérebro forma 1,8 milhão de novas sinapses por segundo! O processo de pode é mais lento, estendendo-se até o final da adolescência. O prazer funciona aqui como um fio condutor, levando o indivíduo, desde a fase embrionária, a buscar experiências necessárias para o desenvolvimento de seu cérebro. As conexões que mais produzem prazer são constantemente estimuladas e, por isso, reforçadas; as menos utilizadas acabam sendo eliminadas. Experimentos realizados com gatos tiveram seus olhos tampados ao nascimento. Sem a experiência da visão presidindo à geração e à poda de sinapses, o cérebro deles não aprende a enxergar. Se a venda for retirada após a “fase crítica”, os gatos ficam cegos para sempre mesmo tendo um sistema óptico em perfeitas condições. A dicotomia entre genes e ambiente não deve ser considerada por não fazer muito sentido. Informações trazidas pelos genes só ganharão significado após moduladas pela experiência.

VÍCIO

Além do sistema dopaminérgico, existem pelo menos outros três que estão ligados ao prazer. Os circuitos neuronais responsáveis pelo querer e pelo gostar funcionam independentemente. Isto explicaria porque dependentes químicos fazem de tudo para conseguir sua dose diária da droga, mesmo afirmando que não gostam tanto quanto da primeira vez que usou. Explicaria também porque é possível tornar-se viciado em produtos como o cigarro, intragáveis para que o experimenta pela primeira vez. O conhecimento dos mecanismos neurais subjacentes ao desenvolvimento e instalação da dependência química indicaria novas posturas em ações de prevenção, tratamento e pesquisa em dependência química.

--
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), considerado a bíblia da psiquiatria, inclui a dependência em jogos eletrônicos na sessão III, indicando que ainda são necessários mais estudos a respeito. Já a fixação em redes sociais e mensagens instantâneas é um fenômeno tão novo que ainda não entra na classificação – oficialmente, o termo usado para diagnóstico é uso problemático das tecnologias.

Apesar de serem distúrbios recentes, os especialistas alertam ser preciso cada vez mais prestar atenção a eles. “O ambiente do século XXI não tem precedentes. A gente não pode demonizar a tecnologia, a gente terá de aprender a lidar com ela”, diz o psiquiatra Gabriel Bronstein, chefe do Setor de Dependência Química e Outros Transtornos do Impulso da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

A senha para sua atenção é: neurociência e psicologia comportamental

A psicologia por trás dos algoritmos
Redes sociais são grandes fontes de dopamina não só porque a conexão com nossos amigos é divertida. Elas foram projetadas para sentirmos prazer, para que cada usuário fique imerso por horas naquela “realidade”. Jeff Orlowski, em seu documentário“O Dilema das Redes”, mostra como desenvolvedores de sites e redes sociais como Facebook, Instagram, Pinterest e Gmail, projetaram o design desses produtos com base em estudos sobre psicologia comportamental.

O ponto de encontro entre programação e psicologia é o Laboratório de Tecnologia Persuasiva da Universidade de Stanford. Com o objetivo autodeclarado de ensinar os programadores do Vale do Silício — região da Califórnia, conhecida por ser o lar de algumas das principais empresas de tecnologia do mundo como Google, Facebook e Netflix – a transformar o comportamento dos usuários de seus produtos. Para cumprir esse objetivo, o laboratório recorreu à obra de um dos maiores especialistas em comportamento do século XX, Burrhus Frederick Skinner.

Ele ficou conhecido pelo seu estudo na área comportamental da psicologia, em especial sobre esquemas de reforçamento. O psicólogo, por meio do Condicionamento Operante, buscava modificar comportamentos por meio dos “esquemas de reforço”. O esquema de reforço ensina o cérebro pela consequência após a ação. Se determinada ação é classificada como “boa”, há um estímulo positivo para que o cérebro repita essa ação no futuro. Quando uma ação é classificada como “ruim”, acontece o oposto: por meio de um estímulo negativo, busca-se ensinar o cérebro a não repeti-la.

Nas redes sociais os reforços positivos são constantes: curtidas, comentários em publicações e atualização dos feeds. Esses elementos são chamados de reforçadores de razão variável, porque nunca se sabe quando ou em que quantidade essa recompensa virá, como se fosse em uma máquina caça-níquel. Por meio dos esquemas de reforçamento, gradualmente o usuário das redes sociais age como um apostador: toda vez que olha para o celular, sente vontade de checar seus perfis para ver se há algum prêmio reservado para ele.

Quando esse prêmio está lá, ocorre a liberação de dopamina. Isso ocorre diversas vezes ao dia e exige pouco esforço do usuário, que deve apenas se manter conectado e ativo.

Para o cérebro é muito mais fácil passar um grande período nas redes sociais ao invés de realizar outras atividades como exercícios ou estudos — isso ocorre devido ao pouco esforço que essas práticas exigem para se obter dopamina. Afinal, o que parece melhor: sair em pleno verão e correr um quilômetro ou ficar uma hora observando o feed?

Mas esse estímulo fácil tem um preço. As cargas extras de dopamina ao longo do tempo levam o cérebro a entender que não precisa mais produzir o neurotransmissor nas quantidades habituais. Assim, é preciso gastar cada vez mais tempo nessas atividades para se obter o mesmo nível de prazer. “Sem notar, jogaremos mais, fazer mais sexo, comer mais, fumar mais, etc. em troca da felicidade, da liberação de dopamina”, adverte King.

A psicóloga pondera que o principal motivo para o uso excessivo das tecnologias é a falta de conscientização sobre o tema e não algum distúrbio mental. “Isso não é vício patológico, isso é uma falta de educação digital”. Por isso é importante consumir vídeos, matérias, livros e outros tipos de conteúdos que falam sobre o funcionamento das redes sociais. Entender como e porque elas nos afetam é o primeiro passo para impor limites e usá-las de forma mais saudável.

A pergunta que faço é a seguinte: o que você está fazendo para disparar seu sistema de recompensas? Está fazendo isso conscientemente e tem a certeza que possui total controle sobre ele?
 
Onaylı Üye
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2 Ara 2022
Mesajlar
51
Tepki puanı
12
Ödüller
1
Yaş
24
3 HİZMET YILI
Olá, Bubian2 aqui. :)
Hoje lhes trago uma dúvida genuína, que pode fazer uma diferença significativa no seu modo de viver.
A pergunta estará no final do post!

Sistema de Recompensa Cerebral ou Sistema Límbico / O Centro das Emoções.

Modulado pela experiência, o sentimento de prazer é decisivo para a nossa sobrevivência e, consequentemente, para a sobrevivência da nossa espécie. Mas também, está estreitamente relacionado com comportamentos compulsivos.

O Sistema de Recompensa Cerebral foi descoberto por James Olds e Peter Milner nos anos 50. Seus experimentos consistiam em implantar eletrodos em diferentes regiões do cérebro de ratos e ativá-los com eletricidade. Os cientistas perceberam que os animais pareciam gostar de determinados estímulos. Mudando um pouco os procedimentos, deixaram que os próprios animais acionassem a corrente por meio de uma alavanca. Com isso, mapearam as áreas do cérebro que se mostravam mais prazerosa. Com os eletrodos nos pontos certos, os ratos passavam o dia se autoestimulando. Desistiam do sexo e até da comida. Em uma palavra, estavam viciados.

Molécula do Prazer

As zonas do cérebro então identificadas como centros de recompensa foram o sistema límbico e o núcleo accumbens, cujos neurônios têm numerosos receptores para o neurotransmissor dopamina, a "molécula do prazer". O sentimento de prazer é uma das principais forças que nos faz agir. Sem ele, não teríamos motivação nem para levantar da cama todos os dias. A anedonia, que é a perda da capacidade de sentir prazer, é um sintoma compartilhado por vários transtornos mentais. O prazer age primordialmente por vias emocionais, bem mais eficientes e rápidas do que as racionais. Hamlet pode ficar imobilizado pela sua dúvida existencial, mas quem se depara com um leão sai correndo sem pensar ou questionar se é um onívoro ou vivíparo. O que vale aí é preservar os seus genes para as gerações futuras. Algumas pesquisas fazem uma distinção entre prazeres fundamentais (sensórios, sexuais e sociais) e os de ordem superior (monetário, artístico e transcendental). A princípio partilharíamos os primeiros com outros animais. Os últimos seriam exclusividade humana.

Papel essencial do Prazer

O caráter adaptativo do prazer é apenas o começo da história. Alguns estudiosos apontam para o papel essencial do prazer no desenvolvimento e na maturação do cérebro. O projeto Genoma Humano identificou algo como 25 mil genes. Um cérebro de Homo Sapiens tem cerca de 100 bilhões de neurônios; cada um se conecta a milhares de outros, perfazendo um total de 1015 conexões nervosas. Essa desproporção sugere que a informação genética é insuficiente para especificar o lugar de cada neurônio no cérebro, bem como os pontos de ligação com outras células nervosas. Os genes trazem regras muito gerais de desenvolvimento e migração neuronal, que vão sendo ajustadas ao longo do processo. A sintonia fina cerebral se faz pela criação de numerosas ligações entre os neurônios (sinaptogênese), seguida pela eliminação das conexões que não foram utilizadas (poda). “Numerosas” aqui significa que entre a metade final da gestação e os dois primeiros anos de vida, o cérebro forma 1,8 milhão de novas sinapses por segundo! O processo de pode é mais lento, estendendo-se até o final da adolescência. O prazer funciona aqui como um fio condutor, levando o indivíduo, desde a fase embrionária, a buscar experiências necessárias para o desenvolvimento de seu cérebro. As conexões que mais produzem prazer são constantemente estimuladas e, por isso, reforçadas; as menos utilizadas acabam sendo eliminadas. Experimentos realizados com gatos tiveram seus olhos tampados ao nascimento. Sem a experiência da visão presidindo à geração e à poda de sinapses, o cérebro deles não aprende a enxergar. Se a venda for retirada após a “fase crítica”, os gatos ficam cegos para sempre mesmo tendo um sistema óptico em perfeitas condições. A dicotomia entre genes e ambiente não deve ser considerada por não fazer muito sentido. Informações trazidas pelos genes só ganharão significado após moduladas pela experiência.

VÍCIO

Além do sistema dopaminérgico, existem pelo menos outros três que estão ligados ao prazer. Os circuitos neuronais responsáveis pelo querer e pelo gostar funcionam independentemente. Isto explicaria porque dependentes químicos fazem de tudo para conseguir sua dose diária da droga, mesmo afirmando que não gostam tanto quanto da primeira vez que usou. Explicaria também porque é possível tornar-se viciado em produtos como o cigarro, intragáveis para que o experimenta pela primeira vez. O conhecimento dos mecanismos neurais subjacentes ao desenvolvimento e instalação da dependência química indicaria novas posturas em ações de prevenção, tratamento e pesquisa em dependência química.

--
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), considerado a bíblia da psiquiatria, inclui a dependência em jogos eletrônicos na sessão III, indicando que ainda são necessários mais estudos a respeito. Já a fixação em redes sociais e mensagens instantâneas é um fenômeno tão novo que ainda não entra na classificação – oficialmente, o termo usado para diagnóstico é uso problemático das tecnologias.

Apesar de serem distúrbios recentes, os especialistas alertam ser preciso cada vez mais prestar atenção a eles. “O ambiente do século XXI não tem precedentes. A gente não pode demonizar a tecnologia, a gente terá de aprender a lidar com ela”, diz o psiquiatra Gabriel Bronstein, chefe do Setor de Dependência Química e Outros Transtornos do Impulso da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

A senha para sua atenção é: neurociência e psicologia comportamental

A psicologia por trás dos algoritmos
Redes sociais são grandes fontes de dopamina não só porque a conexão com nossos amigos é divertida. Elas foram projetadas para sentirmos prazer, para que cada usuário fique imerso por horas naquela “realidade”. Jeff Orlowski, em seu documentário“O Dilema das Redes”, mostra como desenvolvedores de sites e redes sociais como Facebook, Instagram, Pinterest e Gmail, projetaram o design desses produtos com base em estudos sobre psicologia comportamental.

O ponto de encontro entre programação e psicologia é o Laboratório de Tecnologia Persuasiva da Universidade de Stanford. Com o objetivo autodeclarado de ensinar os programadores do Vale do Silício — região da Califórnia, conhecida por ser o lar de algumas das principais empresas de tecnologia do mundo como Google, Facebook e Netflix – a transformar o comportamento dos usuários de seus produtos. Para cumprir esse objetivo, o laboratório recorreu à obra de um dos maiores especialistas em comportamento do século XX, Burrhus Frederick Skinner.

Ele ficou conhecido pelo seu estudo na área comportamental da psicologia, em especial sobre esquemas de reforçamento. O psicólogo, por meio do Condicionamento Operante, buscava modificar comportamentos por meio dos “esquemas de reforço”. O esquema de reforço ensina o cérebro pela consequência após a ação. Se determinada ação é classificada como “boa”, há um estímulo positivo para que o cérebro repita essa ação no futuro. Quando uma ação é classificada como “ruim”, acontece o oposto: por meio de um estímulo negativo, busca-se ensinar o cérebro a não repeti-la.

Nas redes sociais os reforços positivos são constantes: curtidas, comentários em publicações e atualização dos feeds. Esses elementos são chamados de reforçadores de razão variável, porque nunca se sabe quando ou em que quantidade essa recompensa virá, como se fosse em uma máquina caça-níquel. Por meio dos esquemas de reforçamento, gradualmente o usuário das redes sociais age como um apostador: toda vez que olha para o celular, sente vontade de checar seus perfis para ver se há algum prêmio reservado para ele.

Quando esse prêmio está lá, ocorre a liberação de dopamina. Isso ocorre diversas vezes ao dia e exige pouco esforço do usuário, que deve apenas se manter conectado e ativo.

Para o cérebro é muito mais fácil passar um grande período nas redes sociais ao invés de realizar outras atividades como exercícios ou estudos — isso ocorre devido ao pouco esforço que essas práticas exigem para se obter dopamina. Afinal, o que parece melhor: sair em pleno verão e correr um quilômetro ou ficar uma hora observando o feed?

Mas esse estímulo fácil tem um preço. As cargas extras de dopamina ao longo do tempo levam o cérebro a entender que não precisa mais produzir o neurotransmissor nas quantidades habituais. Assim, é preciso gastar cada vez mais tempo nessas atividades para se obter o mesmo nível de prazer. “Sem notar, jogaremos mais, fazer mais sexo, comer mais, fumar mais, etc. em troca da felicidade, da liberação de dopamina”, adverte King.

A psicóloga pondera que o principal motivo para o uso excessivo das tecnologias é a falta de conscientização sobre o tema e não algum distúrbio mental. “Isso não é vício patológico, isso é uma falta de educação digital”. Por isso é importante consumir vídeos, matérias, livros e outros tipos de conteúdos que falam sobre o funcionamento das redes sociais. Entender como e porque elas nos afetam é o primeiro passo para impor limites e usá-las de forma mais saudável.

A pergunta que faço é a seguinte: o que você está fazendo para disparar seu sistema de recompensas? Está fazendo isso conscientemente e tem a certeza que possui total controle sobre ele?
o topico que fez eu mudar meu pensamento para melhorar a questão da dopamina
 
Üye
Katılım
24 Nis 2020
Mesajlar
8
Tepki puanı
1
Ödüller
2
Yaş
34
6 HİZMET YILI
Olá, Bubian2 aqui. :)
Hoje lhes trago uma dúvida genuína, que pode fazer uma diferença significativa no seu modo de viver.
A pergunta estará no final do post!

Sistema de Recompensa Cerebral ou Sistema Límbico / O Centro das Emoções.

Modulado pela experiência, o sentimento de prazer é decisivo para a nossa sobrevivência e, consequentemente, para a sobrevivência da nossa espécie. Mas também, está estreitamente relacionado com comportamentos compulsivos.

O Sistema de Recompensa Cerebral foi descoberto por James Olds e Peter Milner nos anos 50. Seus experimentos consistiam em implantar eletrodos em diferentes regiões do cérebro de ratos e ativá-los com eletricidade. Os cientistas perceberam que os animais pareciam gostar de determinados estímulos. Mudando um pouco os procedimentos, deixaram que os próprios animais acionassem a corrente por meio de uma alavanca. Com isso, mapearam as áreas do cérebro que se mostravam mais prazerosa. Com os eletrodos nos pontos certos, os ratos passavam o dia se autoestimulando. Desistiam do sexo e até da comida. Em uma palavra, estavam viciados.

Molécula do Prazer

As zonas do cérebro então identificadas como centros de recompensa foram o sistema límbico e o núcleo accumbens, cujos neurônios têm numerosos receptores para o neurotransmissor dopamina, a "molécula do prazer". O sentimento de prazer é uma das principais forças que nos faz agir. Sem ele, não teríamos motivação nem para levantar da cama todos os dias. A anedonia, que é a perda da capacidade de sentir prazer, é um sintoma compartilhado por vários transtornos mentais. O prazer age primordialmente por vias emocionais, bem mais eficientes e rápidas do que as racionais. Hamlet pode ficar imobilizado pela sua dúvida existencial, mas quem se depara com um leão sai correndo sem pensar ou questionar se é um onívoro ou vivíparo. O que vale aí é preservar os seus genes para as gerações futuras. Algumas pesquisas fazem uma distinção entre prazeres fundamentais (sensórios, sexuais e sociais) e os de ordem superior (monetário, artístico e transcendental). A princípio partilharíamos os primeiros com outros animais. Os últimos seriam exclusividade humana.

Papel essencial do Prazer

O caráter adaptativo do prazer é apenas o começo da história. Alguns estudiosos apontam para o papel essencial do prazer no desenvolvimento e na maturação do cérebro. O projeto Genoma Humano identificou algo como 25 mil genes. Um cérebro de Homo Sapiens tem cerca de 100 bilhões de neurônios; cada um se conecta a milhares de outros, perfazendo um total de 1015 conexões nervosas. Essa desproporção sugere que a informação genética é insuficiente para especificar o lugar de cada neurônio no cérebro, bem como os pontos de ligação com outras células nervosas. Os genes trazem regras muito gerais de desenvolvimento e migração neuronal, que vão sendo ajustadas ao longo do processo. A sintonia fina cerebral se faz pela criação de numerosas ligações entre os neurônios (sinaptogênese), seguida pela eliminação das conexões que não foram utilizadas (poda). “Numerosas” aqui significa que entre a metade final da gestação e os dois primeiros anos de vida, o cérebro forma 1,8 milhão de novas sinapses por segundo! O processo de pode é mais lento, estendendo-se até o final da adolescência. O prazer funciona aqui como um fio condutor, levando o indivíduo, desde a fase embrionária, a buscar experiências necessárias para o desenvolvimento de seu cérebro. As conexões que mais produzem prazer são constantemente estimuladas e, por isso, reforçadas; as menos utilizadas acabam sendo eliminadas. Experimentos realizados com gatos tiveram seus olhos tampados ao nascimento. Sem a experiência da visão presidindo à geração e à poda de sinapses, o cérebro deles não aprende a enxergar. Se a venda for retirada após a “fase crítica”, os gatos ficam cegos para sempre mesmo tendo um sistema óptico em perfeitas condições. A dicotomia entre genes e ambiente não deve ser considerada por não fazer muito sentido. Informações trazidas pelos genes só ganharão significado após moduladas pela experiência.

VÍCIO

Além do sistema dopaminérgico, existem pelo menos outros três que estão ligados ao prazer. Os circuitos neuronais responsáveis pelo querer e pelo gostar funcionam independentemente. Isto explicaria porque dependentes químicos fazem de tudo para conseguir sua dose diária da droga, mesmo afirmando que não gostam tanto quanto da primeira vez que usou. Explicaria também porque é possível tornar-se viciado em produtos como o cigarro, intragáveis para que o experimenta pela primeira vez. O conhecimento dos mecanismos neurais subjacentes ao desenvolvimento e instalação da dependência química indicaria novas posturas em ações de prevenção, tratamento e pesquisa em dependência química.

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O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), considerado a bíblia da psiquiatria, inclui a dependência em jogos eletrônicos na sessão III, indicando que ainda são necessários mais estudos a respeito. Já a fixação em redes sociais e mensagens instantâneas é um fenômeno tão novo que ainda não entra na classificação – oficialmente, o termo usado para diagnóstico é uso problemático das tecnologias.

Apesar de serem distúrbios recentes, os especialistas alertam ser preciso cada vez mais prestar atenção a eles. “O ambiente do século XXI não tem precedentes. A gente não pode demonizar a tecnologia, a gente terá de aprender a lidar com ela”, diz o psiquiatra Gabriel Bronstein, chefe do Setor de Dependência Química e Outros Transtornos do Impulso da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

A senha para sua atenção é: neurociência e psicologia comportamental

A psicologia por trás dos algoritmos
Redes sociais são grandes fontes de dopamina não só porque a conexão com nossos amigos é divertida. Elas foram projetadas para sentirmos prazer, para que cada usuário fique imerso por horas naquela “realidade”. Jeff Orlowski, em seu documentário“O Dilema das Redes”, mostra como desenvolvedores de sites e redes sociais como Facebook, Instagram, Pinterest e Gmail, projetaram o design desses produtos com base em estudos sobre psicologia comportamental.

O ponto de encontro entre programação e psicologia é o Laboratório de Tecnologia Persuasiva da Universidade de Stanford. Com o objetivo autodeclarado de ensinar os programadores do Vale do Silício — região da Califórnia, conhecida por ser o lar de algumas das principais empresas de tecnologia do mundo como Google, Facebook e Netflix – a transformar o comportamento dos usuários de seus produtos. Para cumprir esse objetivo, o laboratório recorreu à obra de um dos maiores especialistas em comportamento do século XX, Burrhus Frederick Skinner.

Ele ficou conhecido pelo seu estudo na área comportamental da psicologia, em especial sobre esquemas de reforçamento. O psicólogo, por meio do Condicionamento Operante, buscava modificar comportamentos por meio dos “esquemas de reforço”. O esquema de reforço ensina o cérebro pela consequência após a ação. Se determinada ação é classificada como “boa”, há um estímulo positivo para que o cérebro repita essa ação no futuro. Quando uma ação é classificada como “ruim”, acontece o oposto: por meio de um estímulo negativo, busca-se ensinar o cérebro a não repeti-la.

Nas redes sociales o reforços positivos são constantes: curtidas, comentações em publicações y atualização dos feeds. Esses elementos são chamados de reforçadores de razão variável, porque nunca se sabe quando ou em que quantidade essa recompensa virá, como se fosse em uma máquina caça-níquel. Por meio dos esquemas de reforçamento, gradualmente o usuário das redes sociales edad como um apostador: toda vez que olha para o celular, sente vontade de checar seus perfis para ver se há algum prêmio reservado pa ele.

Quando esse prêmio está lá, ocorre a liberação de dopamina. Isso ocorre diversas veces ao dia e exige pouco esforço do usuário, que deve apenas se manter conectado e ativo.

Para o cérebro é muito mais fácil passar um gran período nas redes sociales ao invés de realizar outras atividades como exercícios ou estudos — isso ocorre devido ao pouco esforço que essas práticas exigem para se obter dopamina. Afinal, o que parece mejor: sair em pleno verão e correr um quilômetro ou ficar uma hora observando o feed?

Mas esse estímulo fácil tem um preço. Como cargas extras de dopamina ao longo do tempo levam o cérebro a entender que não precisa mais produzir o neurotransmissor nas quantidades habituais. Assim, é preciso gastar cada vez mais tempo nessas atividades para se obter o mesmo nível de prazer. “Sem notar, jogaremos mais, fazer mais sexo, comer mais, fumar mais, etc. em troca da felicidade, da liberação de dopamina”, advierte King.

Una psicóloga pondera que o principal motivo para o uso excesivo das tecnologias é a falta de conscientização sobre o tema e não algum distúrbio mental. “Isso não é vício patológico, isso é uma falta de educação digital”. Por eso es importante consumir vídeos, materiales, libros y otros tipos de contenidos que falam sobre o funcionamento das redes sociales. Entender como e porque elas nos afetam é o primeiro passo para impor limites e usá-las de forma mais saudável.

A pergunta que faço é a siguiente: o que você está fazendo para disparar su sistema de recompensas? Está fazendo isso conscientemente e tem a certeza that possui total controle over ele?
muito obrigado manito
 
Durum
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